Clinton em cúpula no Caribe
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sábado, 10 de maio de 1997
Christian Chaise, da France Presse 
France PresseConfraternizaçãoNo último dia de sua visita à Costa Rica, o presidente Bill Clinton se apresentou bastante informalmenteBRIDGETOWN - O presidente norte-americano Bill Clinton e os chefes de estado e de governo de 14 países do Caribe, se reuniram ontem em Bridgetown, Capital de Barbados, em uma conferência de cúpula cuja agenda é dedicada às questões comerciais, em especial ao conflito relativo à comercialização da banana, entre Estados Unidos e Europa, e à luta contra o narcotráfico. Trata-se da primeira reunião de cúpula com países do Caribe e marca o encerramento da primeira visita oficial feita pelo presidente Clinton à América Latina, e que foi iniciada na segunda-feira, no México, seguida, no meio da semana, por um encontro com os presidentes das seis nações centro-americanas, em San José da Costa Rica.
Durante a reunião de ontem, que teve uma duração de pouco mais de 3 horas, os chefes de Estado e de governo discutiram o documento intitulado Colaboração para a prosperidade e segurança no Caribe, segundo informou uma fonte norte-americana. Os governantes da região destacaram que esta viagem de Clinton tenta realizar uma reparação diante da falha de seu primeiro mandato durante o qual não visitou a América Latina. Paralelamente, no período, a ajuda econômica de Washington à região baixou drasticamente de 225 milhões de dólares, em 1985, a 26 milhões em 1996.
O objetivo da visita de Clinton à Capital de Barbados, antiga colônia britânica, é o de mostrar que os Estados Unidos se consideram, também, uma nação do Caribe, conforme afirmou o porta-voz da Casa Branca, Michael McCurry. Entretanto, os interessados querem que Washington mostre provas concretas de seu interesse efetivo sobre o progresso dos países daquela região. Desde a entrada em vigor, em 1994, do Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, Canadá e México, os países do Caribe perderam dezenas de milhões de dólares em empregos e benefícios de seus vizinhos mexicanos. Deste modo, sua principal reivindicação é obter as mesmas vantagens que tem sido dadas ao México. Mas, pelo menos no momento, a adesão dos países do Caribe ao grupo econômico formado pelas nações da América do Norte está fora de questão. Um membro da equipe de governo dos Estados Unidos informou que o presidente Clinton só se limitará a repetir as promessas feitas, quarta-feira, na Costa Rica: pedir ao Congresso dos Estados Unidos que aprove a ampliação das vantagens tarifárias para os países do Caribe.


