Clinton é escolhido a personalidade do ano
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de dezembro de 1998
Mariangela Velásquez Reuters 
O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, é a personalidade de mais destaque em 1998 por sua capacidade de sobreviver a um escândalo sexual com altos níveis de popularidade e manter uma firme presença mundial, segundo pesquisa realizada pela Reuters.
Quinze dos 23 jornalistas latino-americanos entrevistados pela Reuters selecionaram Clinton como a figura internacional mais importante do ano, apesar de nem todos coincidirem em relação ao motivo.
Por seu triplo protagonismo na paz na Irlanda, na guerra contra o Iraque e no escândalo Monica Lewinsky, expressou o editor do jornal El Comercio de Lima, Hugo Guerra, ao mencionar Clinton como figura mundial do ano.
Sua habilidade de governar enquanto resistia a intensas pressões após admitir uma relação qualificada por ele como imprópria com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky foi considerada um proeza política por vários jornalistas da região.
Clinton é a personagem internacional do ano por seu papel decisivo no processo de paz no Oriente Médio, e outros assuntos mundiais como o Iraque, e porque conseguiu ter ingerência e protagonismo apesar da crise provocada pelo escândalo sexual com Monica Lewinsky, disse Elvira Carmen Aparicio, editora das páginas internacionais do jornal El Espectador.
Por sua capacidade de enfrentar politicamente todos os conflitos internos e externos, assim como suas galantarias, disse Luiz Acevedo, coordenador de editores do jornal mexicano El Financiero.
Outros editores disseram que foram suas limitações pessoais, e não seus dotes de estadista, que o converteram na principal personalidade de 1998.
O segundo lugar da lista de personalidades mundiais do ano foi outorgado ao juiz espanhol Baltasar Garzón, pela investigação criminal que culminou na detenção do ex-presidente chileno Augusto Pinochet.
Na lista de personalidades do ano também foram mencionados o promotor independente Kenneth Starr, o papa João Paulo II e o primeiro-ministro britânico Tony Blair.


