Clinton e Assad retomam conversações
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Deutsche Presse Agentur e Reuters 
O presidente norte-americano, Bill Clinton, e seu colega sírio, Hafez el Assad, conversaram sobre o processo de paz no Oriente Médio, informou a rádio estatal israelense. Segundo a emissora, no encontro, que aconteceu no funeral do rei Hussein da Jordânia, anteontem, os dois acertaram que vão continuar mantendo contato regularmente.
Assad, que não era esperado em Amã devido às tensas relações existentes entre ambos os países, manifestou também sua disposição de se aproximar da Jordânia. Depois do enterro de Hussein, o presidente sírio apresentou suas condolências ao novo monarca jordaniano, dando um beijo em Abdullah e estendendo-lhe a mão.
A rádio israelense informou ainda que o embaixador sírio nos EUA, Walid Mualem, espera o reinício nos próximos meses das conversações de paz entre Israel e Síria, interrompidas desde março de 1996 e nunca retomadas pelo atual governo israelense, do conservador Benjamin Netanyahu, eleito pouco tempo depois.
A Síria exige a retirada de Israel das Montanhas de Golan - ocupadas em 1967 e anexadas em 1981 -, exigência que o governo de Netanyahu sempre rechaçou.
O encontro entre Clinton e Assad deu novas esperanças de retomada das conversações de paz no Oriente Médio e até o premier israelense manifestou seu desejo de sentar-se à mesa de negociações com Assad depois das eleições de maio. Em entrevista à rede de TV NBC, Netanyahu disse que o funeral de Hussein aumentou-lhe a disposição de intensificar os esforços pela paz.
Jordânia Milhares de jordanianos, desde empresários até membros de tribos de beduínos, formaram fila ontem para oferecer suas condolências ao rei Abdullah ao se encarregar de um país que durante quase meio século conheceu apenas o governo de seu pai.
Um dia após os funerais do rei Hussein, que morreu em decorrência de um câncer linfático aos 63 anos, longas filas formaram-se no palácio para conhecer o novo governante. Uma das filas levava até a Sala do Trono do Palácio Raghadan, onde Abdullah, os outros quatro príncipes que Hussein deixou e outros líderes recebiam as condolências.
A segunda fila levava a uma sala no Palácio Basman onde estavam a rainha Noor, a princesa Basma - única filha de Hussein - e outras parentes do sexo feminino.


