Agência Estado
De Genebra
Os presidentes Bill Clinton, dos Estados Unidos, e Hafez Assad, da Síria, não chegaram ontem a nenhum acordo que permita retomar as conversações de paz sírio-isralenses, interrompidas desde 10 de janeiro, informou o porta-voz da Casa Branca, Joe Lockhart.
Os dois presidentes reuniram-se durante três horas no salão de conferências do Hotel Intercontinental, perto da sede suíça da Organização das Nações Unidas.
O desfecho não chegou a surpreender. Clinton admitia pouco antes do encontro: ‘‘As distâncias (entre as partes) não são grandes, mas o caminho é muito difícil.’’ E Assad, por sua vez, voltava a responsabilizar Israel pelo impasse.
Logo cedo, Clinton comunicou-se com o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, por telefone. ‘‘As chances de se conseguir um acordo com os sírios para reativar o processo de negociação são de 50%’’, comentou depois o líder israelense, que participou, em seguida, de uma reunião de seu gabinete.
Os sírios exigem como ponto de partida para o estudo de um acordo um compromisso formal de Israel de retirada de suas forças das Colinas de Golan e restabelecimento das fronteiras existentes entre os dois países em 1967 – das colinas até as margens do Mar da Galiléia. Os israelenses não concordam. Querem as fronteiras estabelecidas durante a ocupação britânica do território (de antes de 1948, quando a região foi invadida pelos sírios) – o que lhes assegura o controle total do manancial de água do Mar da Galiléia, responsável por 40% do abastecimento do país –, pedem também garantias de segurança e a normalização das relações diplomáticas.
‘‘O presidente vai colocar todo seu empenho para limpar o caminho, mas não há nenhuma garantia de que consiga isso aqui’’, ressaltou a secretária de Estado, Madeleine Albright, que participou da reunião.

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