WASHINGTON - O presidente Bill Clinton qualificou ontem de ‘‘alentadora’’ a atitude demonstrada nos últimos tempos pelo presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em relação à luta contra o terrorismo.
Dirigindo-se à imprensa na Casa Branca antes de um encontro com o rei Hussein da Jordânia, o presidente norte-americano destacou que enviará à secretária de Estado, Madeleine Albright, ao Oriente Médio ‘‘no momento oportuno’’.
Ouvido sobre a determinação de Arafat de impedir os atentados antiisraelenses praticados por palestinos fundamentalistas, Clinton estimou que o líder palestino havia ‘‘adotado nos últimos dias medidas incentivadoras a respeito’’, embora não tenha detalhado em que consistiam.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, responsabilizou Arafat pelo atentado suicida em que morreram 3 pessoas dia 21 de março em Tel Aviv, alegando que o presidente palestino havia dado sinal verde aos movimentos palestinos mais radicais, como o Hamas.
Há tempos, o governo norte-americano não cessa de pressionar Arafat para que reforce a luta contra os movimentos extremistas palestinos.
Sobre a visita de Madeleine Albright à região, que será a primeira desde que foi nomeada, em janeiro, o rei Hussein disse que ‘‘será útil em seu momento’’.
Crítica A construção de um novo assentamento judeu no setor árabe de Jerusalém podia esperar que melhorassem as relações com os palestinos, estimou ontem em Washington Lea Rabin, viúva do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995.
‘‘Teria sido mais sensato esperar um pouco’’, considerou Lea Rabin falando ao National Press Club de Washington.
Lea Rabin, de 69 anos, reiterou a oposição à formação de um governo de unidade nacional em Israel, assegurando que isto em nada ajudaria à retomada do processo de paz.

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