Clinton discute questão nuclear
France Presse
De Nova Delhi
A Índia e os Estados Unidos vão tentar aplainar suas divergências em matéria de segurança na região volátil da Ásia do Sul em uma visita que o presidente Bill Clinton começa hoje em Nova Delhi.
Depois de um dia em Bangladesh, Clinton prossegue uma turnê de seis dias na Ásia do Sul com a esperança de reduzir a tensão entre as duas potências nucleares, Índia e Paquistão, cheias de divergências quanto à Caxemira dividida.
Clinton será recebido hoje pelos dirigentes indianos no palácio presidencial. Depois de ir ao monumento à memória do pai da independência indiana, Mahatma Gandhi, terá entrevistas com o premier nacionalista hindu Atal Behari Vajpayee. Os dois países querem assumir uma parceria a longo prazo, notadamente econômica e comercial.
Clinton claramente indicou que esperava ver a Índia dar mais uma prova da retenção de seu programa nuclear e se esforçar para retomar um diálogo indo-paquistanês congelado há um ano.
Não tomaremos decisão sob pressão sobre o que é de nossa segurança, disse Vajpayee, excluindo uma adesão imediata à Índia ao tratado que proíbe armas nucleares (CTBT).
Os EUA, que pressionam Nova Délhi a assinar o CTBT, mantêm sempre sanções contra a Índia tomadas após os testes atômicos indianos de maio de 1998.
Levantaremos a questão das sanções. São um obstáculo nas relações bilaterais, disse o conselheiro indiano para a segurança nacional Brajesh Mishra sábado quando Clinton chegou.
Não vou agir como mediador no conflito entre Índia e Paquistão. A América não pode desempenhar este papel a não ser que as duas partes o queiram, disse Clinton, referindo ao cnflito sobre Caxemira. Combates de artilharia indo-paquistaneses prosseguiram domingo pelo quarto dia consecutivo. Por questões de segurança, Clinton cancelou uma visita a um vilarejo e esquivou-se de uma cerimônia na qual depositaria um véu no mais importante memorial de Bangladesh.





