Clinton defende a liberdade comercial
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sexta-feira, 17 de outubro de 1997
Ariel Palacios Agência Estado Buenos Aires 
Deve-se poder comprar livremente, através da Internet. Desta forma, em uma reunião com empresários, o presidente Bill Clinton anunciava sua intenção de estabelecer uma espécie de Alca via rede informática. Pouco antes de partir para um descanso de dois dias em Bariloche, o presidente Bill Clinton falou para um público de 200 pessoas, composto por empresários e funcionários do setor econômico da Argentina e Estados Unidos. Organizado pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos na República Argentina, o encontro foi a despedida formal de Clinton de sua agenda oficial no país.
Após longos elogios às reformas econômicas do presidente Carlos Menem, Clinton referiu-se à Internet, afirmando que todo livro, mapa, ou obra de arte deve estar nas mãos de cada garoto. Todos devem saber como utilizar um computador. Segundo Clinton, os argentinos devem poder comprar de tudo, livros, objetos, só precisando clicar um botão na Internet.
Clinton também sustentou que vislumbrava o estabelecimento de um panorama onde o cenário eletrônico pode se desenvolver sem travas dos governos: Isso beneficiará empresas grandes e pequenas.
Menem, já no final da quinta-feira, havia ouvido de Clinton a proposta de assinar um acordo sobre comércio eletrônico através da Internet. Na ocasião, recusou a proposta, dizendo que antes de tomar tão importante medida precisava consultar seu principal sócio no Mercosul: o Brasil.
Ao ouvir Clinton insistir no tema, astutamente Menem colocou obstáculos à questão, em seu discurso minutos depois: No comércio eletrônico nós devemos reconhecer os alcances da Internet, como disse Clinton. Temos que conseguir uma Internet sem a intervenção do governo... Mas, para isso, queremos uma Internet bilingue, onde o espanhol acompanhe o inglês.
Apesar das diferenças sobre o novo campo do comércio, Clinton foi exuberante nos elogios a Menem. Segundo ele, quando George Bush veio aqui em 1990, a produção caia e era anêmica. Hoje é um momento diferente, disse Clinton, que elogiou Menem por reduzir a inflação a quase 0%, e trazer um grande fluxo de capital. Segundo Clinton, tudo aqui está em movimento, e isso é bom para os EUA e para a Argentina.
Clinton disse que estava vendo na Argentina um espelho do que acontece na região. Ele também sustentou que a relação entre os dois países é mais do que econômia. Devemos ser sócios genuínos. É mais do que números de comércio. É o fortalecimento da democracia, é ser sócios pólíticos, é lutar contra as drogas.
Para Clinton, o Mercosul, o Pacto Andinho e o Caricom ajudam para a construção de uma área de livre comércio. Partilhamos uma união de uma economia pujante, fortalecendo as instituições do Alasca à Terra do Fogo. Não queremos deixar ninguém de fora. No século XXI as riquezas das nações estarão nos corações e mentes das pessoas.


