O Brasil foi citado por Bill Clinton, assim que o presidente desembarcou ontem em Denver para recepcionar a cúpula dos sete países mais industrializados: Clinton pediu ao Congresso americano a urgente aprovação dos poderes especiais (‘‘fast track’’) para os Estados Unidos fecharem novos acordos de livre comércio na América do Sul.
‘‘Não há outro caminho a seguir a não ser o da globalização e necessitamos urgentemente do fast track para concluir acordos com o Chile, Brasil e Argentina’’, afirmou o presidente americano. ‘‘Não há porque temer a abertura comercial com a América Latina’’, acrescentou.
Clinton está se esforçando para conseguir a autoridade para fechar novos acordos na América do Sul - a exemplo do pacto mexicano celebrado pelo Nafta - antes da próxima cúpula das Américas, que deverá acontecer em Santiago, no início de 1998, o cenário ideal para ele anunciar um acordo com o Chile e, quem sabe, acelerar negociações com Argentina e Brasil.
Enquanto isso, nos três dias de encontros com os líderes das potências industrializadas, a partir de hoje, Clinton aproveitará para introduzir uma expressão nova no léxico da política econômica. Um dos documentos produzidos pela Casa Branca para servir de baliza para o presidente na principal reunião do Grupo dos Sete - um almoço, amanhã, na Biblioteca Pública de Denver - afirma que ‘‘há relações profundas e entrelaçadas entre o crescimento econômico e as mudanças econômicas’’.
O texto, divulgado em parte ontem pelo The Wall Street Journal, oferece os próprios Estados Unidos como exemplo e sugere que o presidente Bill Clinton seja franco com seus colegas do Japão, Alemanha, França, Itália, Inglaterra e Canadá. ‘‘O processo de mudança econômica envolve uma certa dose de destruição criativa’’, afirma o documento.

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