Confirmando que sua estratégia agora é sufocar Cuba através da exportação do modelo econômico norte-americano, o presidente Bill Clinton autorizou que a PWN Exhibicon Internaciotnal, empresa do Estado de Connecticut, organize uma feira comercial dos Estados Unidos em Havana. A decisão é histórica já que o último evento comercial norte-americano nessa ilha do Caribe aconteceu em outubro de 1959. O sinal verde da Casa Branca foi recebido como uma indicação para que os interessados em negociar com Cuba comecem a preparar seus produtos para o futuro desembarque em Havana.
Essa informação, veiculada ontem pelo jornal ‘‘Miami Herald’’ teve grande repercussão nos Estados Unidos. Praticamente ilhado pelo embargo americano, Cuba tem necessidade de comprar quase de tudo. Essa abertura vai aquecer os negócios, pois há mais de 10 anos empresas de consultorias e estudiosos da economia do Caribe vinham fazendo análises para que os empresários pudessem ter o melhor aproveitamento da abertura comercial. A Flórida, que tem na cidade de Miami uma espécie de capital do exílio cubano, certamente vai ser o centro catalizador desse intercâmbio.
Peter Nathan, presidente da PWN Exhibicon International, espera levar cerca de 200 companhias americanas para expor seus produtos em Havana, provavelmente no início do próximo ano. Nessa primeira feira, Nathan disse que serão exibidos produtos da área de saúde, desde Raio X até mesas de operações e medicamentos.‘‘Há um grande mercado potencial. Alguns empresários querem estabelecer relações antes que a política (Cuba X Estados Unidos) mude. Eles querem estar com os pés ali para quando abrir a porta estarem na primeira fila’’.
Apesar de suspender parcialmente o embargo e autorizar a feira em Havana, a Casa Branca insiste em afirmar que ‘‘isso não significa uma mudança em relação ao regime cubano’’. Depois de quatro décadas, o governo americano não quer passar a imagem de uma mudança radical nas relações Washington-Havana, apesar dos fatos mostrarem o contrário.

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