Clinton apóia planos terrestres
O presidente Bill Clinton disse ontem, em Washington, que não tinha mudado a estratégia militar em Kosovo e considerou que a revisão dos planos da Otan sobre um recurso de utilização de forças terrestres é uma medida sábia e prudente.
Ao falar à imprensa depois de se reunir com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Javier Solana, o presidente americano destacou que o objetivo da Aliança Atlântica continua sendo a volta dos refugiados kosovares a seus lares - protegidos por uma força internacional -, onde contariam com um governo autônomo. O presidente iugoslavo Slobodan Milosevic pode aceitá-lo ou deverá se preparar para provas cada vez mais duras, disse Clinton.
Solana disse que o conflito de Kosovo é a crise mais grave que a Europa e a OTAN tiveram que enfrentar em muitos anos. Ele acrescentou que não há dúvidas de que a OTAN triunfará. Temos os meios e a vontade, frisou, e afirmou que a cúpula da Aliança em Washington demostrará a unidade e determinação dos aliados.
A Otan inicia hoje em Washington, dois dias de comemorações pelo 50º aniversário de fundação da aliança militar, com a presença de 44 chefes de Estado.
Ontem à noite, o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, propôs o envio de observadores internacionais a Kosovo, sem mencionar uma eventual presença de tropas militares, em uma entrevista difundida pela televisão russa ORT.
A Iugoslávia está disposta a aceitar observadores internacionais assim que parem os bombardeios. Aceitaremos uma missão civil da ONU porque as autoridades iugoslavas não têm nada a ocultar, mas certamente sem representantes de países que participam da agressão contra nós, disse Milosevic.
As negociações sobre Kosovo não poderão ser retomadas até o fim dos bombardeios da OTAN e entre sérvios e albaneses, sem a intervenção da comunidade internacional, disse Milosevic.France PresseMulher da etnia albanesa recém-chegada de Kosovo é atendida por uma enfermeira em campo de refugiados de Brazda, na Macedônia. Milosevic dá sinais de que pode negociar uma solução política para a provínciaFrance Presse





