Ao cumprir seu segundo dia de visita à Nigéria este domingo, Clinton ofereceu todo o apoio aos nigerianos, para ajudá-los a consolidar sua democracia, lutar contra a corrupção e reconstruir sua economia.
O retorno da Nigéria à vida civil, no ano passado, deu um novo empurrão em sua economia e alimentou esperanças de novos investimentos no país, que ainda sofre os efeitos de vários anos de governo militar, corrupção e deterioração da infra-estrutura.
‘‘Apoiamos vossa democracia. Queremos ajudar a construir uma vida melhor em todos os povoados deste país’’, disse Clinton aos milhares de habitantes do povoado de Ushafa, próximo à capital, Abuja.
Clinton conheceu um pouco mais da África, ao visitar Ushufa, um povoado agrícola de 6 mil habitantes, encravado em colinas verdes a 40 quilômetros de Abuja.
Durante 90 minutos, o presidente americano, acompanhado pela filha, Chelsea, e por uma comitiva de responsáveis americanos e nigerianos, pôde ter uma visão do cotidiano de milhões de africanos, visitando este povoado tradicional, rodeado por crianças que cantavam ‘‘estamos contentes em recebê-lo, estamos contentes em ver seu rosto’’.
Ushufa se assemelha a milhares de aldeias africanas, um conjunto de cabanas de terra batida com telhados de palha e algumas tendas no Centro do povoado, cuja única ligação com o resto do mundo se dá através de uma estrada. A fonte de renda são as plantações de arroz e milho, o gado e a cerâmica, que deu a Ushafa uma certa fama em Abuja, mas que é suficiente para alimentar apenas as mulheres que realizam o trabalho artesanal.
Clinton percorreu debaixo de chuva fraca os caminhos de barro da aldeia, observou o trabalho de um ferreiro e assistiu a um espetáculo de danças típicas. Vestido com o traje tradicional da Nigéria, de cor bege e reservado aos monarcas, o presidente americano foi ovacionado por centenas de pessoas, reunidas na praça do mercado. Clinton também visitou o centro das cerâmicas de Ushafa.

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