Clinton afirma que paz está próxima
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2000
France Press De Jerusalém 
O presidente Bill Clinton afirmou ontem em Washinton que israelenses e palestinos estão mais perto do que nunca de um acordo de paz.
As questões são extremamente difíceis, admitiu o presidente, garantindo, entretanto, que hebreus e palestinos estão mais próximos da paz do que jamais estiveram.
Temos de colocar um ponto final neste conflito. Espero e rezo para que aproveitem esta oportunidade. Quanto menos for falado neste momento, melhor, acrescentou Clinton durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca.
Poucos dias depois de terminar uma rodada de negociações em Washington, entre terça-feira e sábado, israelenses e palestinos estudam a possibilidade de chegar a um acordo de paz que permita terminar com um conflito que se arrasta há 52 anos.
Clinton fez propostas para as duas partes sobre a retomada do controle palestino da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, o terceiro lugar santo do Islã, também considerado sagrado pelos judeus.
A Casa Branca recebeu a resposta dos palestinos ao plano de paz com Israel apresentado na semana passada pelo presidente Bill Clinton, informou ontem um funcionário de alto escalão do governo americano. Esta fonte disse à AFP que a carta das autoridades palestinas chegou às mãos de Clinton pouco depois de meio-dia. Segundo o funcionário, o governo já estava estudando o material, mas se negou a comentar seu conteúdo. Temos uma carta e a estamos estudando, resumiu.
Saeb Erakat, um dos principais negociadores palestinos, tinha dito que os palestinos esperavam esclarecimentos e que o presidente Yasser Arafat já havia enviado uma carta para Clinton reiterando o pedido.
O ministro palestino da Informação, Yasser Abed Rabbo, afirmou ontem em Gaza que os palestinos não poderiam aceitar o plano de paz proposto por Clinton.
EncontroO primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, vão se encontrar, hoje, no Egito. É o primeiro encontro entre ambos desde a eclosão do levante palestino, há 12 semanas, que já deixou mais de 330 mortos.
Sob mediação do presidente egípcio, Hosni Mubarak, os dois líderes vão debater itens polêmicos do plano de Clinton, entre os quais a delimitação de fronteiras do futuro Estado palestino e a questão do regresso dos refugiados (estimados em 3,5 milhões).
Barak, mesmo sob forte pressão da extrema direita israelense, manifestou sua disposição de aceitar as propostas, desde que Arafat faça o mesmo.
Para o deputado Rajavam Zeevi, líder do ultranacionalista Moledet (Pátria), o primeiro-ministro está com problemas mentais. Barak, obviamente, não é um traidor, o que me levou a concluir que ele enlouqueceu, afirmou o político, deixando clara a oposição ao atual plano de paz.


