O presidente norte-americano Bill Clinton concluiu ontem uma visita de dois dias à Coréia do Sul lançando uma nova advertência ao regime de Pyongyang contra qualquer tentativa de fazer novas ameaças militares ou de violar o acordo sobre a segurança de suas instalações nucleares, firmado em 1994 com os Estados Unidos.
‘‘Enquanto a Coréia do Norte não se decidir totalmente a desempenhar um papel construtivo na península, continuaremos em alerta’’, disse Clinton, classificando a aliança entre Washington e Seul de ‘‘mais forte do que nunca’’.
O presidente norte-americano fez estas declarações ante milhares de militares norte-americanos na base aérea de Osan, 50 kms ao sul de Seul.
Suas reuniões da véspera com o presidente sul-coreano Kim Dae-Jung foram amplamente dominadas pelos problemas de segurança da península em função de vários acontecimentos inquietantes, que colocam na berlinda os progressos alcançados pela política de diálogo com o Norte, iniciado pelo presidente sul-coreano, e criando novas interrogações sobre as intenções de Pyongyang.
Dirigindo-se às forças militares, Clinton enfatizou a determinação de seu país em contra-atacar qualquer intenção aventureira norte-coreana, afirmando que os Estados Unidos continuarão ‘‘apoiando firmemente a estratégia de abertura progressiva’’ do presidente Kim.
‘‘As armas de destruição maciça representam uma das maiores ameaças no mundo atualmente, e, nesse domínio, a Coréia do Norte constitui, como o Iraque, uma preocupação maior’’.

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