O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, admitiu ontem, pela primeira vez, ter cometido perjúrio no caso Monica Lewinsky e anunciou um acordo com o promotor independente Robert Ray para evitar um julgamento. Em troca, Clinton concordou em suspender sua licença para exercer a advocacia no Estado de Arkansas, de onde é natural, por cinco anos.
‘‘Tentei caminhar em uma linha fina entre atuar legalmente e cometer perjúrio, mas reconheço agora que não atingi completamente este objetivo e certamente minhas respostas com relação à senhorita Lewinsky foram falsas’’, disse o presidente por meio de uma declaração lida pelo secretário de imprensa da Casa Branca, Jake Siewert.
O acordo põe um fim aos temas legais pendentes do escândalo amoroso que envolveu o presidente e a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky, que provocou o julgamento político de Clinton e sua posterior absolvição. Também põe fim a seis anos de investigações sobre o caso Whitewater, que começou com os negócios imobiliários dos Clinton em Arkansas e que foi ampliado pelo caso Lewinsky.

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