Clima de otimismo na cúpula do G-8
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sábado, 21 de junho de 1997
José Antonio Puertas France Presse Denver, EUA 
France PresseUniãoAs bandeiras dos países participantes da cúpula do G-8 tremulam lado a lado diante do préio da Universidade de Denver que sedia o encontro. O trabalho do presidente Clinton serviu para aproximar os participantes, garantindo principalmente uma aceitação maior à integração da Rússia ao fechado grupoOs dirigentes das sete maiores potências industrializadas e da Rússia (que formam o novo G-8) iniciaram sua reunião de cúpula, sexta-feira em Denver com manifestações de otimismo em relação às perspectivas da economia mundial e reafirmando seus compromissos de cooperação para proteger a estabilidade do sistema financeiro internacional.
O presidente Bill Clinton recebeu seus colegas de Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Rússia com um banquete em uma dependência da Universidade de Denver, com o que se abriram os trabalhos da reunião, que desde 1975 reúne todos os anos os países de mais peso para o andamento da economia mundial.
O presidente russo, Boris Yeltsin, participa pela primeira vez como sócio pleno e roubou o espetáculo assim que pôs os pés em Denver, confundindo-se com as pessoas na rua e lançando vários sinais de amizade ao Japão, único membro que continua contra o ingresso permanente da Rússia no clube dos ricos.
Yeltsin disse ao primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto, que estava disposto a apagar os alvos japoneses inscritos na memória dos mísseis nucleares russos e propôs instalar uma linha telefônica direta entre Tóquio e o Kremlin. Os dois decidiram realizar em breve uma entrevista e uma reunião anual fora do marco do G8.
A principal sessão de trabalho se realizou ontem em um salão da Biblioteca Pública de Denver, enquanto os ministros de Finanças do G7 se reuniram em separado para rever a situação econômica mundial, no único encontro no qual a Rússia não participa.
Fontes confiáveis disseram que os ministros de Finanças reafirmarão seus compromissos de continuar cooperando para fomentar o crescimento econômico sem inflação, contribuindo assim para a prosperidade mundial.
Os ministros insistirão no fato de que a globalização é um motor do crescimento, que oferece oportunidades a todos os países, disseram os informantes.
Progresso global Espera-se que em seu comunicado os ministros elogiem os progressos feitos por muitas economias em desenvolvimento que contribuíram significativamente para o crescimento global e que, por outra parte, reconheçam que as economias industrializadas têm ainda muito trabalho pela frente para eliminar obstáculos estruturais que dificultam a redução de seus déficits fiscais e suas altas taxas de desemprego.
Uma fonte norte-americana adiantou que os ministros certamente convocarão uma reunião para antes do fim do ano com a finalidade de garantir doações para assegurar a estabilidade do sarcófago da usina nuclear de Chernobil, uma missão que - todos reconhecem - está sem dúvida muito além dos recursos do governo da Ucrânia.
Também se considera como certo que os ministros reafirmarão o compromisso de continuar cooperando para erradicar a pobreza extrema, e instarão os países pobres a cumprir sua parte colocando em prática políticas saudáveis e reduzindo os gastos improdutivos, especialmente os militares.
Com este objetivo, apoiarão os recentes esforços a favor das microempresas e incentivarão os institutos multilaterais de financiamento a facilitar créditos, segundo as fontes.


