CLIMA - Oceanos mais quentes reforçam ciclones
O número e a intensidade dos ciclones mais violentos aumenta junto com o aquecimento dos oceanos, destacou a revista Nature no estudo divulgado na semana passada, sem apontar, contudo, uma alta no conjunto desses fenômenos. O aumento em 1 grau Celsius da temperatura da superfície oceânica traz consigo um aumento da freqüência global dos ciclones fortes (com ventos superiores a 51 metros por segundo), que vão de 13 a 17 furacões ao ano, ou seja, uma alta de 31%, constataram três pesquisadores da Universidade do Estado da Flórida e da Universidade de Wisconsin. Essa constatação corrobora uma teoria que diz que os ventos se intensificam após o aquecimento da temperatura na superfície oceânica. Até então, os resultados das análises dos ciclones tropicais refutavam essa hipótese em nível mundial, porque estavam focalizados na força dos ventos no ciclone médio, explicam os cientistas americanos, cuja teoria foi comprovada nos mais violentos e nos quais a intensidade se acentua. Os três pesquisadores analisaram dados sobre os ciclones tropicais chamados de furacões na América e de tufões na Ásia entre 1981 e 2006, sem levar em consideração o impacto de fenômenos climáticos, como, por exemplo, a corrente de
El Niño, motivo pelo qual advertem que o estudo mantém alguns fatores de incerteza.
Ou centro de baixas pressões é uma região em que o ar relativamente quente se eleva e favorece a formação de nuvens e precipitação. A instabilidade do ar produz um grande desenvolvimento vertical de nuvens
Fenômeno atmosférico-oceânico de aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico tropical. Tal fenômeno foi reconhecido por pescadores da costa oeste da América do Sul
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