Clérigo quer que iraquianos pisem na bandeira americana
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quinta-feira, 19 de maio de 2005
France Presse 
Najaf (Iraque) - O clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr pediu aos muçulmanos iraquianos que pintem bandeiras americanas e israelenses diante das mesquitas do país para pisoteá-las durante a oração de sexta-feira, como forma de resposta à suposta profanação do Alcorão.
''Em nome de Deus, os fiéis do Iraque, especialmente os que resistem aos ocupantes, devem responder à profanação do livro imortal de Deus pintando bandeiras americanas e israelenses na entrada das mesquitas e nos locais de oração'', afirma um comunicado do clérigo.''Quem o fizer participará da jihad (guerra santa) contra os infiéis'', prossegue o texto.
A convocação foi feita depois da divulgação da notícia, no dia 2 de maio, pela revista americana Newsweek, de que os investigadores americanos usaram vários exemplares do Alcorão para provocar os presos muçulmanos de Guantánamo (Cuba) como parte da ''guerra contra o terrorismo'', o que desatou a revolta em muitos países islâmicos. A revista se retratou da informação, mas as manifestações provocadas pela mesma no Paquistão e Afeganistão deixaram 14 mortos.
Na quarta-feira, pelo menos mil pessoas se manifestaram na cidade santa iraniana de Qom (centro) para denunciar a suposta profanação do Alcorão na base americana de Guantánamo (Cuba), apesar dos desmentidos a respeito nos Estados Unidos. Centenas de mulheres, que portavam o tradicional véu com que cobrem os seus rostos, se reuniram também em um seminário em Qom gritando a toda voz: ''Morte aos Estados Unidos!''.


