O general norte-americano Wesley Clark, comandante das forças da aliança atlântica, assegurou ontem em Tirana, que a Otan está ganhando a batalha. ‘‘Milosevic está perdendo e sabe muito bem disso.’’ Em breve visita de inspeção às tropas aliadas estacionadas na Albânia, o general ressaltou que os ataques aéreos serão intensificados nos próximos dias. ‘‘O objetivo primordial agora são as tropas sérvias em Kosovo’’, acrescentou Clark. ‘‘Vamos atacá-las até que se retirem da província.’’
O comandante da Otan deu a entender também que os helicópteros antitanques Apache poderão entrar logo em ação. ‘‘Eles têm uma grande capacidade de combate, que será aproveitada.’’ Clark referiu-se também aos ‘‘erros’’ cometidos pelos pilotos - que deixaram dezenas de civis mortos na Sérvia - como ‘‘danos colaterais inevitáveis nesse tipo de campanha militar’’.
Por sua vez, o general Naumann, presidente da Comissão Militar da Otan, considerou ‘‘espantosamente reduzido’’ o número de civis mortos ou feridos. ‘‘É um número muito pequeno se levarmos em consideração que já lançamos sobre alvos militares e estratégicos iugoslavos mais de 15.000 bombas e mísseis (segundo a chancelaria iugoslava, 1.200 pessoas morreram e 5.000 ficaram feridas em consequência dos bombardeios).’’
No âmbito das negociações diplomáticas, o negociador russo para a Iugoslávia, Viktor Chernomyrdin, manteve encontros ontem em Washington com o vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, e com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ele saiu pessimista dessas reuniões. No dia anterior, o presidente Bill Clinton reiterou a posição da Otan de só parar a campanha aérea quando Milosevic der sinais absolutamente concretos de que aceita as imposições da comunidade internacional.
Segundo assessores de Chernomyrdin, o principal obstáculo para o consenso seria o papel da Otan numa eventual força de paz. Clinton deverá visitar hoje a sede da Otan em Bruxelas e bases militares norte-americanas na Alemanha, cujo governo prepara a cúpula do Grupo dos Oito (G8), marcada para quinta-feira em Bonn.France PresseMorine, AlbâniaGarota albanesa étnica faz o sinal da vitória na fronteira. Em dois dias 8.300 refugiados deixaram KosovoAssociated Press

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