Civis chechenos fogem do ataque russo
France Presse,
De Grozny, Rússia
Os combates travados ontem no norte da Chechênia e no Daguestão deixaram mais de cem mortos entre as forças russas e chechenas, segundo diversas fontes. O número de baixas aumenta a medida que as tropas russas avançam sobre o território checheno.
Desde 5 de setembro passado, as diversas operações da Força Aérea russa já mataram mais de 600 chechenos, o que provocou a fuga de mais de 110 mil chechenos para as repúblicas vizinhas. O presidente da Inguchia, Ruslan Auchev, afirmou ontem que 110 mil chechenos estão refugiados em seu país e qualificou a situação humanitária de espantosa.
O prefeito do distrito de Naurskaia, no noroeste da Chechênia, revelou que 42 soldados russos morreram em combates no povoado de Sovietskaia Rosia e outros dois em Icherskaia, junto ao rio Terek. Segundo o prefeito do distrito de Chelkovskaia (nordeste), Abdul Kadyr Israilov, 20 soldados russos morreram em Chervlionaia, junto ao Terec, onde sete tanques russos foram destruídos.
Em Borozdinoskaia, outros dez tanques russos foram destruídos. De acordo com as mesmas fontes, nos combates nas duas regiões só morreram três chechenos e outros quatro ficaram feridos. Moscou desmente estas baixas em sua última fase da campanha para isolar a Chechênia.
Segundo as agências de notícias russas, as tropas federais destruiram na madrugada de ontem uma coluna com 18 veículos, matando 30 combatentes chechenos.
Os tanques russos na Inguchia (norte do Cáucaso) dispararam ontem contra posições chechenas nos arredores do povoado de Bamut, 45 quilômetros a oeste de Grozny, enquanto as forças russas consolidavam a zona de segurança estabelecida no norte da Chechênia. De acordo com algumas fontes, os disparos visavam instalações petroleiras, mas tal informação não foi confirmada pelas autoridades russas.





