Cirurgião plástico leva esperança aos pobres
A curiosidade infantil quase custou a vida a André Gentles, de 9 anos. Ele subiu no muro que cerca uma fábrica e caiu num tonel cheio de cimento fervente. Suas mãos e pernas ficaram gravemente queimadas, deixando cicatrizes profundas em quase 40% de seu corpo. Mas o Dr. Jeffrey Meilman deu a ele uma segunda chance de uma vida normal.
Meilman, um cirurgião plástico de Buffalo, Nova York, passou recentemente cinco dias no Hospital para Crianças de Bustamante, em Kingston, fazendo enxerto de pele e cirurgias plásticas em crianças como André. Jovem tímido, André irá necessitar de outras cirurgias. Mas mesmo com suas mãos e pernas enfaixadas, ele disse que se sentia melhor e esperava ansiosamente por ter minhas mãos de volta.
Meilman, 56 anos, cresceu em Buffalo e serviu como cirurgião para a Força Aérea norte-americana na Coréia do Sul, para onde foi transferido devido à situação dos mutilados num país sem as condições de ajudá-los. Ele resolveu que iria fazê-lo. Na última década ele tem tirado duas semanas por ano de sua clínica particular, onde realiza em sua maioria cirurgias para arrumar narizes e liftings faciais, e viaja para países pobres ao redor do mundo para ajudar crianças deformadas ou mutiladas.
Ele implantou um braço artificial num garoto da Polônia que havia perdido o membro num ataque de lobos. Na China, Meilman ajudou uma mulher que havia se tornado reclusa depois que seu namorado queimou seriamente seu rosto com ácido. Agora, ela trabalha como caixa de banco.
A viagem para a Jamaica foi organizada por meio da Fundação Hope for Tomorrow (Esperança para o amanhã), formada em 1994 depois que outras pessoas da clínica de Meilman interessaram-se por seu trabalho, e pela Jamaica and Western New York Partnership, parte do grupo internacional Partners of the Americas. Meilman, que está planejando ir para a Nigéria no final deste ano, recebeu mérito mundial por seu trabalho. O médico judeu foi até mesmo abençoado pelo papa João Paulo II diversas vezes.





