São Paulo - Cerca de 500 voos de empresas aéreas europeias, a maioria partindo da Escócia ou com destino a ela, foram cancelados ontem devido à alta concentração de cinzas emitidas pelo vulcão Grimsvötn, que entrou em erupção na Islândia no sábado.
O total de voos suspensos equivale a 1,7% dos 29 mil programados para a Europa ontem, disse a Eurocontrol, agência que monitora o tráfego aéreo no continente. No Brasil, segundo TAM, British Airways e Air France/KLM, nenhum voo para a região foi cancelado devido ao vulcão.
O órgão do Reino Unido para meteorologia confirmou que a nuvem de cinzas chegou ao Reino Unido ontem à tarde e previu que ela atingirá hoje partes da Dinamarca, da Noruega e da Suécia, o que poderá cancelar voos também nesses países.
Ontem, autoridades da Alemanha afirmaram que o espaço aéreo em cidades do norte do país, como Bremen e Hamburgo, poderá ser fechado hoje de manhã. Existe o risco de que voos para Berlim e Hannover, mais ao sul, também sejam afetados.
A erupção do Grimsvötn gerou temores de que se repitam os problemas causados por outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokull, cuja erupção em 2010 provocou o cancelamento de 100 mil voos europeus, prejudicando 10 milhões de passageiros.
Especialistas, porém, insistem em que a nova nuvem de cinzas é potencialmente menos perigosa que a do ano passado. Segundo um porta-voz do governo da Islândia, a coluna de fumaça saída do Grimsvötn diminuiu bastante de altura ontem, e é possível que a erupção acabe ainda antes do fim de semana.
Entre os que tiveram viagens afetadas pelo vulcão está o Barcelona -o time espanhol, que joga contra o Manchester United neste sábado pela final da Copa dos Campeões, decidiu antecipar para hoje seu voo para Londres, dois dias antes do previsto.
A British Airways suspendeu voos entre Londres e Escócia, enquanto a companhia holandesa KLM e a Easyjet cancelaram voos com destino e partida no norte da Inglaterra e Escócia. Outras três companhias domésticas também anunciaram distúrbios.
O Serviço Nacional de Tráfego Aéreo, que controla o tráfego no Reino Unido e no leste do Atlântico, disse que os aeroportos continuarão abertos, mas que os voos devem ser afetados.

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