'Cinturão de fogo' é a ameaça
Ansa
De Roma
O cinturão de fogo definido pelos geofísicos, indica as zonas do mundo onde é maior o risco de ocorrer terremotos de grande intensidade. O cinturão circunda as seis placas principais da superfície terrestre que flutuam sobre o magma incandescente, situado a poucos quilômetros de profundidade do globo. A maior parte das bordas das placas (norte-americana, sul-americana, africana, euroasiática, indiana e antártica) encontra-se no mar, porém, quando tais bordas estão sob a terra firme, nesses locais há grande ocorrência de atividade vulcânica e terremotos violentos.
A borda da placa indiana (que compreende o Pacífico) e o das placas americanas seguem toda a costa ocidental da América, desde o Golfo do Alasca até a Terra do Fogo. Ao longo dessa linha de fratura encontram-se algumas das maiores manifestações vulcânicas (monte St. Helens e vulcões no México e Chile) e sísmicas (terremotos da falha de S. Andrés que sacodem a Califórnia e tremores na América Central, Colômbia e Chile).
As bordas entre as placas americanas e a africana encontram-se no meio do oceano Atlântico. No entanto, a fratura entre a placa africana e a euroasiática é a causa de todos os problemas sísmicos dos países do Mediterrâneo. Essa linha passa, aproximadamente, pelo Estreito de Gibraltar (onde a poucos quilômetros está Agadir, onde em 1960 um terremoto provocou a morte de 12 mil pessoas), pelo Estreito da Sicília (com risco para a Sicília oriental e a Calábria), prossegue pelos Apeninos (Irpinia e Umbria) e se dirige depois até a Grécia e a Turquia, onde se une com a fratura de uma placa árabe.
Atravessando a Turquia, a linha prossegue pelo Oriente Médio (terremotos no Irã) e pelo norte da Índia (terremotos no Afeganistão e Paquistão, com cerca de 10 mil mortos durante os últimos dez anos) até alcançar as Filipinas, Indonésia e Japão. Nas últimas três zonas, além da ocorrência de terremotos muito violentos, (em Kobe, 6,4 mil mortos em 1995) há muitos vulcões. O arquipélogo indonésio tem cerca de 500 vulcões, dos quais 128 são ativos e 65 são considerados perigosos.
Depois do Japão, a linha de fratura prossegue até o norte e alcança a península de Sakalin, no extremo oriente da Rússia. Um terremoto de 7,1 graus na escala Richter provocou a morte de duas mil pessoas em 1995 nessa península, pois trata-se de uma zona pouco povoada.





