Cinco potências nucleares e três países no limiar
Cinco potências nucleares
e três países no limiar
France Presse
Cinco países são chamados de potências nucleares (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia) e três países (Índia, Paquistão e Israel) são considerados no limiar desta posição, ou seja, possuem os recursos necessários para fabricar armas nucleares, segundo a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA).
A Índia continua sendo considerada um país no limiar, apesar dos cinco testes nucleares. O Paquistão também continua sendo um país no limiar.
O Tratado de Proibição de Testes Nucleares (CTBT), firmado em 1996 por 149 países, deve ser ratificado durante os três anos que se seguirem à sua aprovação. No final do mês de abril, treze países (Japão, Ilhas Fidji, Micronésia, República Tcheca, Mongólia, Peru, Qatar, Uzbequistão, Turcomenistão, Eslováquia, Áustria, França e Grã-Bretanha) o ratificaram.
É indispensável que o tratado seja firmado e ratificado pelos 44 países que possuem instalações nucleares. Deles, apenas a Índia, o Paquistão e a Coréia do Norte faltam assinar e seis deles já o ratificaram.
Antes do acordo de desarmamento START II (janeiro de 1993), que foi ratificado pelo Senado norte-americano em 26 de janeiro de 1996, mas que continua sem ser ratificado pela Rússia, os arsenais nucleares das cinco potênciais oficiais eram, no conjunto, de 21.500 cargas nucleares de todos os tipos, de mísseis terrestres de ogiva múltipla até mísseis embarcados em submarinos.
Três países que não firmaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em 1968 são considerados possuidores de armas nucleares. Tratam-se de Israel, que disporia no máximo de 100 cargas, a Índia (50 cargas) e o Paquistão (número de cargas não estimado).
Entre os Estados que figuraram na lista anterior de países no limiar nuclear, a África do Sul anunciou, em março de 1993, o desmantelamento e a destruição de seis artefatos nucleares, desenvolvidos entre 1974 e 1990, e firmou o TNP.
O Iraque, que também aderiu ao TNP, foi desnuclearizado à força, mas Washington afirma que o país pode reconstituir rapidamente suas capacidades nucleares.
A Coréia do Norte declarou ter congelado seu programa nuclear militar depois do acordo de outubro de 1994 com os Estados Unidos. No entanto, ainda existem dúvidas.
A Argentina e o Brasil, que haviam realizado pesquisas no setor, ratificaram, respectivamente, em 1993 e 1994, o Tratado de Tlatelolco, através do qual se comprometem a impedir a proliferação de armas nucleares na América Latina. A Argentina firmou o TNP, mas o Brasil ainda não.
Argélia, Líbia e Taiwan estão sob forte vigilância internacional.





