Cinco mortos em protestos no Quênia
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
France Presse 
Nairóbi- O segundo dia de mobilizações em massa da oposição queniana contra a reeleição do presidente Mwai Mbeki foi marcado pela morte de, pelo menos, cinco pessoas como consequência da repressão policial aos protestos, segundo números oficiais.
Fontes policiais confirmaram à AFP a morte por disparos das forças de segurança de duas pessoas em Mathare e outras três em Kisumu, mas a oposição denuncia a morte, só na capital, de sete pessoas.
''Os dois jovens que faleceram (em Kisumu) estavam entre os manifestantes que atiravam pedras contra os agentes'', disse à AFP um alto responsável policial de Kisumu, que pediu para não ser identificado.
Os confrontos ocorreram no bairro de Otonglo, nas imediações de Kisumu, onde os manifestantes levantaram barricadas, segundo a polícia. Esta cidade é reduto dos seguidores do líder opositor Raila Odinga e onde ocorreu, até agora, os confrontos mais violentos. Nesta região morreram, na quarta-feira, outros dois manifestantes.
Os outros dois mortos, segundo os números oficiais, faleceram em Mathare, uma favela de Nairóbi, segundo declarou à AFP uma fonte anônima de uma organização humanitária, que chamou a situação do país de ''crise''.
Centenas de manifestantes, partidários de Raila Odinga, enfrentaram as forças de ordem, que responderam com tiros gases lacrimogêneos.
Desde as eleições de 27 de dezembro passado, o Quênia, que até então era considerado uma ilha de estabilidade no leste da África, se afundou em uma crise que já deixou mais de 700 mortos e cerca de 255.000 desabrigados.


