São Paulo - Pelo menos um atirador alvejou um batalhão da polícia que acompanhava uma manifestação em Dallas, no Texas, nos EUA, na noite de quinta-feira (7), matando cinco policiais e ferindo outros sete. O protesto, que começou e permaneceu pacífico por duas horas, com cerca de 800 pessoas, foi um dos vários que explodiram em cidades americanas após a morte de dois homens negros por policiais brancos nesta semana.
Três pessoas foram presas após a emboscada contra os agentes, tida pela polícia como cuidadosamente planejada e executada. Um suspeito foi morto por um robô da polícia, após ter trocado tiros e negociado com as autoridades em uma garagem, durante a madrugada. "Não vimos outra opção a não ser usar nosso robô-bomba", disse o chefe da polícia de Dallas, David Brown.
"O suspeito disse que estava chateado com o Black Lives Matter ["Vidas Negras Importam", movimento que protesta contra a violência policial contra negros em todo o país]", disse Brown.
"Disse que estava chateado com as recentes mortes por policiais. O suspeito disse que estava chateado com os brancos. Ele afirmou que queria matar pessoas brancas, especialmente policiais brancos."
Relatos de autoridades informaram sobre um ataque coordenado, com vários atiradores posicionados em diferentes posições. "[Eles estavam] trabalhando juntos com rifles, triangulados em posições elevadas em diferentes pontos da área central da cidade para onde caminhou a marcha", disse Brown.
Em coletiva, Brown relatou que, antes de ser morto, o suspeito disse que trabalhava sozinho e sem apoio de organizações internacionais. A polícia diz, porém, ainda não ter certeza de todos os envolvidos no tiroteio.
Além dos cinco policiais mortos e sete feridos, dois civis também ficaram feridos no tiroteio, de acordo com o prefeito da cidade, Mike Rawlings. O prefeito disse acreditar que nenhum dos feridos, civis ou policiais, tenha ferimentos que coloquem a vida em risco. "Foi uma noite devastadora", classificou a polícia de Dallas no Twitter. Em viagem a Varsóvia, na Polônia, o presidente Barack Obama afirmou que "não há justificativa possível para este tipo de ataque ou qualquer violência contra autoridades".

mockup