Três áreas, localizadas nas proximidades do pólo Sul lunar, recebem um fluxo quase constante de luz do Sol, informam pesquisadores, em estudo publicado na ‘‘Geophysical Research Letters’’, em Washington. Esse dado faz com que as três áreas sejam atraentes para futuras bases, já que a luz do Sol pode ser utilizada como fonte de energia.
Além disso, nas proximidades desses locais há áreas imersas em escuridão constante, onde pode haver água congelada, outro recurso útil para uma base.
Embora a localização exata de uma base sobre a Lua venha a depender da finalidade a que a instalação irá se destinar, a equipe de cientistas encontrou três locais promissores. O sítio A fica na borda da cratera de Shakleton; o B fica há cerca de dez quilômetros dali. O sítio C fica na borda de outra cratera.
Durante o dia lunar, de 708 horas, A está exposto ao sol por 80% do tempo, B durante 70% e C, em 65%. ‘‘Há apenas um período de dez horas em que não há sol nem em A, nem em B’’, dizem os pesquisadores. ‘‘Assim, se coletores solares forem colocados nos dois pontos e conectados de alguma forma (por cabo ou microondas), uma base, em qualquer um dos dois locais, receberá um fluxo quase constante de energia solar’’.
A temperatura nos sítios apresentados é relativamente constante, a -70 graus Celsius. Embora extremamente baixa, essa temperatura, por ser constante, é considerada relativamente fácil de se administrar, pelos especialistas.

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