Cientistas dizem poder fazer vacina em menos tempo
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terça-feira, 01 de novembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - O desenvolvimento e a fabricação de vacinas para a prevenção da gripe aviária podem levar menos de seis meses com a adoção de um novo método, segundo uma pesquisa conjunta de cientistas da Universidade de Tóquio e da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA).
Para produzir vacinas, cientistas têm de inserir o vírus com o DNA alterado em células de animais, como as de rins de macacos, por exemplo.
Normalmente, para que isso ocorra, é necessário que se introduzam dezenas de plasmídeos (moléculas) do DNA nas células nas quais será concebida a vacina.
A pesquisa divulgada mostra que a combinação de certos códigos de DNA reduz para apenas três o número de plasmídeos necessários para a concepção de uma vacina, facilitando dessa forma a sua produção em massa.
A Organização Mundial da Saúde prevê que a Grécia e a Ucrânia vão ser os próximos países a registrar focos da gripe aviária. Para a OMS, ambas estão na rota de migração de pássaros provenientes de locais em que a doença já foi detectada, como a Rússia e a Croácia.
Uma ilha grega registrou há algumas semanas um caso da doença em que as aves não continham o vírus H5N1, a variação mortal da gripe aviária.
Os trabalhos para a prevenção contra uma possível pandemia continuam, principalmente nas áreas já atingidas. A Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) organizou ontem um encontro para definir estratégias de controle da propagação da doença.
O embaixador australiano na entidade, Doug Chester, disse que é necessário um esforço de preparação, mas sem provocar pânico na população, algo que poderia levar dificuldades econômicas aos mercados turístico e alimentício.


