Arqueólogos alemães encontraram o rosto do homem de Neandertal entre 50 ossos pré-históricos e inúmeras ferramentas de pedra, no vale que lhe valeu este nome, a Oeste de Duesseldorf, anunciaram ontem os cientistas.
Os ossos do rosto encontrados correspondem exatamente à caixa craniana do homem de Neandertal localizada no mesmo lugar, em 1856, e cuja descoberta permitiu que a Ciência tivesse uma nova perspectiva da evolução humana, indicaram os arqueólogos Ralf Schmitz e Juergen Thissen falando à imprensa.
Em compensação, ainda não se explicou o significado de outros três fragmentos de ossos – de úmero, de tíbia e de cúbito – que pertenceram a um segundo humano da era glacial, cujos ossos foram descobertos no ano passado. ‘‘Estes são um pouco mais graciosos e podem ter pertencido a uma mulher de Neandertal ou a uma forma mais antiga de Homo sapiens moderno.
Se for confirmada esta segunda hipótese, será a descoberta mais antiga da Europa, que estabeleceria em 44 mil anos a presença dos ancestrais do homem moderno no continente. Da mesma forma, permitirá novos conhecimentos sobre o controvertido tema do parentesco entre os homens de Neandertal e os homens modernos.
‘‘As investigações anatômicas e genéticas só estarão terminadas dentro de vários meses, mas as primeiras análises prometem resultados instrutivos’’, afirmaram.
O lugar histórico das escavações de Neandertal, que durante dezenas de anos serviu de cemitério de automóveis, será reabilitado em breve como um dos sítios arqueológicos mais importantes da história da Humanidade.

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