Nova York - Um cientista iraquiano que trabalhou no programa de armas biológicas nos anos 80 disse, na edição do The New York Times de ontem, que ele e seus colegas mentiram aos inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as armas biológicas e químicas em poder do Iraque.
Nissar Hindawi disse ao jornal americano que o Iraque ''produziu enormes quantidades'' do bacilo do antraz em forma líquida e da toxina do botulismo. ''Houve ordem para destruir tudo isso'', afirmou Nissar Hindawi.
Ouvido pelo jornal em Bagdá, onde está em liberdade, depois de passar na prisão as últimas semanas do regime do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, estimou que, inclusive, mesmo se os agentes tóxicos não fossem destruídos, seriam obsoletos de qualquer forma.
Nissar Hindawi admitiu ter mentido aos inspectores de desarmamento da ONU e declarou ao jornal que foi forçado a trabalhar no programa iraquiano de produção de armas biológicas de 1986 e 1989 e que participou dele de forma intermitente durante a década de 90.
Segundo o jornal americano, o governo Bush poderá triplicar o número de peritos militares e científicos encarregados de buscar as armas de destruição em massa iraquianas, elevando-o a 1,5 mil.

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