Cidades do sul da Argentina estão em situação de emergência
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Marina Guimarães<br> Agência Estado 
Buenos Aires - Duas semanas depois da erupção do vulcão chileno Puyehue, duas províncias da Patagônia argentina, Neuquén e Rio Negro, estão em estado de emergência econômica, social e ambiental. O governador de Neuquén, Jorge Sapag, assinou um decreto que declara calamidade em Villa La Angostura, porque a pequena e turística vila, construída aos pés do centro de esqui Cerro Bayo, é uma das mais afetadas pelas cinzas vulcânicas. O povoado se encontra a apenas 40 quilômetros do vulcão chileno.
Até a manhã de ontem, cerca de 30% da população sofria com a falta de energia elétrica. A cidade acumulou uma capa de cinza com uma espessura de até 30 centímetros, que pesa sobre os telhados, árvores e barcos que navegam sobre a região dos Sete Lagos. O estado de emergência permite apoio extra da Administração Federal e medidas de contingência para enfrentar os prejuízos. Algumas das medidas consistem em contratação de equipes para ajudar a limpar a cidade das cinzas e concessão de benefícios fiscais.
O telhado de várias casas cedeu e até pequenas embarcações afundaram com o peso das cinzas. A assessoria do prefeito de La Angostura, Ricardo Alonso, explicou à Agência Estado que uma equipe de cerca de 400 pessoas trabalha nessa situação de emergência. Segundo a prefeitura, a vila possui 11 mil habitantes, mas cerca de três mil deles saíram da cidade devido ao material vulcânico. Caminhões do exército distribuem água e alimentos para a população e animais, especialmente cabras e ovelhas.
''Brasiloche'' - Villa La Angostura está distante 80 quilômetros de Bariloche, a cidade preferida pelos brasileiros nas férias de julho. O município pertence a província de Rio Negro. Em ''Brasiloche'', como é popularmente chamada, devido à grande afluência de turistas brasileiros, as autoridades e representantes do setor de Turismo preparam pacotes para seduzir os viajantes. Na rede social Facebook, há uma campanha para somar voluntários na limpeza da cidade, batizada de ''Bariloche, minha casa''. Um mutirão foi marcado para a segunda-feira (20), a partir das 9 horas (de Brasília).
A câmara que reúne os empresários do setor de Turismo de Bariloche calcula um prejuízo de 40 milhões de pesos (US$ 10 milhões) com a paralisação das atividades durante o mês de junho, segundo informou o empresário Rubén Kodjaian. Os turistas que costumam antecipar as férias para junho, tiveram que cancelar a viagem à Bariloche porque o aeroporto da cidade está fechado desde os problemas com o vulcão.


