Cidade de San Vicente, quase foi destruída
Em parques e ruas, passando fome e frio, ou procurando seus parentes no meio dos escombros, centenas de pessoas passaram uma noite de cão em San Vicente, 60 km a leste de San Salvador, depois do violento terremoto que destruiu grande parte da cidade.
Apavorados com as constantes réplicas do terremoto, que afetou principalmente os departamentos do Centro do país, os vicentinos clamam por ajuda ante o desolador panorama de sua cidade, com centenas de casas desabadas e grandes danos estruturais.
San Vicente, com 50.000 habitantes, também está com falta de energia elétrica e água potável.
As pessoas procuram refúgio por conta própria, onde podem. A ajuda do COEN (Comitê de Emergência Nacional) e da prefeitura simplesmente não existe, declarou à AFP o engenheiro civil Guillermo Martínez, cuja casa sofreu pequenos danos, mas que também passou a noite ao ar livre, temendo novos tremores.
Não temos água para fazer comida, nem para dar de beber às crianças, não há tendas de campanha para os desabrigados, ninguém nos ajuda, queixou-se Carlos Mejía, outro habitante cuja casa foi derrubada pelo tremor de terça-feira.
Segundo um informe preliminar das autoridades locais, o terremoto causou em San Vicente 61 mortos, 222 feridos, 13.900 afetados e 2.781 casas destruídas, embora os números possam ser muito maiores devido à ampla destruição que se observa tanto na cidade como em localidades distritais.
O povoado de Verapaz, a 5 km de San Vicente, ficou destruído em 98%, cerca de 450 casas desabaram e aproximadamente 7.000 pessoas permanecem em abrigos temporários, instalados pela prefeitura em prédios vazios, assim como em parques e outros locais públicos.
ResgateMédicos socorristas da organização Comandos de Salvamento conseguiram resgatar 25 crianças com vida numa escola no município de Candelária (40 km ao leste de San Salvador), durante o terremoto que abalou El Salvador às 8h22 locais (12h22 Brasília). As crianças foram levadas para o centro de saúde local, algumas em estado grave, e depois para o hospital Benjamin Bloom da capital. Cerca de 20 crianças salvadorenhas e uma professora morreram soterradas na mesma escola, como informou a diretora da instituição.
A televisão local divulgou ontem à noite imagens impactantes do drama na escola católica, que ficou destruída depois do violento terremoto. A diretora mostrou o local onde as crianças foram soterradas. Numa cena comovente, a menina Rebeca Hernández, de cinco anos, de uniforme azul e branco, era abraçada por seus avós numa das ruas da cidade.





