São Paulo - As fortes chuvas que atingiram a Ásia mataram ao menos 399 pessoas, informaram ontem fontes oficiais. Na China, o governo afirmou que 381 pessoas morreram por causa das inundações - porém sem precisar o período em que foram registradas as mortes. Já no Vietnã, as chuvas dos últimos dias deixaram 18 mortos, informou a polícia.
Na China, outras 100 mil tiveram que deixar suas casas para escapar do aumento dos níveis dos rios, informou o governo ontem, também sem precisar o período do registro das mortes.
Segundo a agência, as pessoas foram forçadas a se deslocar para áreas mais altas na Província de Hunan, porque os níveis dos rios Zishui e Yanshui e o Lago Dongting elevaram-se acima do normal.
Algumas áreas de Hunan receberam mais de 200 mm de chuva em um período de 24 horas que terminou na ontem à noite.
Deslizamentos- Das 381 vítimas das chuvas, 75% delas morreram em deslizamentos, de acordo com o serviço de informações da China.
Sobre as últimas baixas relatadas, a mídia estatal disse que inundações e deslizamentos de terras mataram oito pessoas na região montanhosa de Guanxi e outras duas na Província de Yunnan, na segunda-feira .
Os níveis dos principais rios nas regiões central e sul da China estavam se elevando de maneira perigosa, com mais chuva prevista para os próximos dias, disseram a televisão estatal e a agência oficial de notícias Xinhua.
Na cidade de Chongqing, de acordo com as informações, cerca de 12 mil pessoas precisaram sair de suas casas e os danos causados pela chuva ficaram estimados em US$ 34 milhões.
A cada verão, a China sofre com altos números de mortes por causa de inundações e deslizamentos causados por chuvas torrenciais, apesar de medidas de emergência serem tomadas na tentativa de evitar tal situação.
Vietnã- As inundações provocadas pelas chuvas torrenciais dos últimos dias no norte do Vietnã deixaram 18 mortos e 16 desaparecidos, informou a polícia ontem.
Quarenta e quatro pessoas ficaram feridas em alguns desabamentos causados pelas fortes chuvas que caíram desde domingo na Província de Ha Giang.
As medidas de resgate foram tomadas, mas há poucas possibilidades de encontrar sobreviventes. A continuação das chuvas complica ainda mais o trabalho dos grupos de resgate nesta província fronteiriça com a China.

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