Chuvas continuam e dificultam resgate
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 1997
Reuter, 
de Lima
France PresseSocorroUm policial carrega nas costas uma camponesa retirada da lama. Dois povoados no sudoeste do país foram destruídosO medo de novos deslizamentos de terra impediu ontem a recuperação dos corpos das vítimas sepultadas sob lodo e pedras no Peru. Entre 250 e 300 pessoas continuam debaixo da enxurrada que destruiu dois povoados no sudeste do país, consequência das fortes chuvas que desde domingo atingem a região.
Os povoados de Cocha e Pumaranra, localizados a cerca de 480 quilômetros ao sudoeste de Lima, ficaram cobertos de lama e rochas. Em algus pontos, a capa de lodo atinge cerca de 10 metros de espessura. É provável que muitos corpos não sejam resgatados, disse o prefeito Luis Barra Pacheco.
Segundo o presidente peruano, Alberto Fujimori, que visitou quarta-feira a área atingida, a defesa civil resgatou até o momento 41 corpos. Este número, entretanto, é contestado por uma das coordenadoras dos resgates, que afirma ter contado 47 pessoas mortas pelos deslizamentos.
Na praça principal do vizinho povoado de Kerapata, funcionários da defesa civil registravam as perdas causadas pela chuvas. Ao lado deles, com lágrimas nos olhos, Lucio Huaylla Velázquez, que perdeu a mulher, uma filha de 7 anos e um filho de apenas 18 meses, lamentava sua sorte, como centenas de famílias que habitam a região soterrada.


