Chuvas causam morte e destruição
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sexta-feira, 11 de julho de 1997
France Presse de Praga e Pequim 
Um total de 48 pessoas, entre poloneses, tchecos e austríacos, morreram e três ficaram desaparecidos devido a chuvas torrenciais que desde sábado caem sobre a Europa oriental e que inundaram dezenas de cidades e aldeias, segundo números divulgados ontem pelos socorristas. No total, 23 pessoas morreram no sul da Polônia, 22 na República Tcheca, principalmente na Morávia (leste) em torno da cidade de Olomuc, e três na Áustria.
Embora a cheia do rio ainda preocupe o sul da Morávia, a situação parecia estabilizar-se na maioria das regiões inundadas, e o nível das águas começou a baixar. A chuva deixou de cair na manhã de ontem na Polônia mas o serviço de meteorologia austríaco anunciou a possibilidade de outras precipitações, enquanto o sol aparecia a leste do país.
80 mortes na China O balanço das inundações, que mais uma vez, nesta época do ano, devastam o Sul da China, chegava ontem a mais de 80 mortos, quando as chuvas torrenciais e as cheias dos rios se dirigem para o Leste ao ritmo dos ventos monçônicos e deixam, em sua passagem, milhares de pessoas desabrigadas, informaram fontes da Cruz Vermelha.
As províncias meridionais de Guangdong e de Guangxi são, até agora, as mais prejudicadas. Nesta última, onde se registraram 29 mortos, a maior parte dos povoados de 37 distritos está inundada e 6 milhões de pessoas sofrem consequências das chuvas.
A situação se agravou muito nos últimos dois dias, declarou um representante da Cruz Vermelha chinesa. Ele disse que foram tomadas medidas especiais para reduzir os riscos de epidemias e que mais de 12.500 casas foram destruídas em toda a província.
Na vizinha Guangdong, onde mais de 540 mil casas estão destruídas ou ficaram praticamente inabitáveis, o balanço é de 41 mortos, informou um porta-voz da Agência de Controle de Inundações da província.


