Chuva mata 7 pessoas em Nagoya
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Associated Press De Tóquio 
Em botes a remo, as equipes de resgate se empenhavam ontem em recolher os moradores da cidade de Nagoya e de áreas vizinhas no centro do Japão, isolados em suas casas pelas inundações provocadas pelas fortes chuvas e deslizamentos que causaram a morte de pelo menos sete pessoas.
Entre os mortos está um bombeiro de 53 anos que caiu num fosso inundado e um homem de 49 anos enterrado sob uma montanha de lodo. Outras cinco pessoas morreram, 41 ficaram feridas e duas estão desparecidas, informou o governo local.
A intensidade das chuvas já alterou o ritmo da atividade econômica no Japão: um porta-voz da Toyota anunciou que a empresa interrompeu sua produção em todo o país a própria empresa e muitos fabricantes de seus componentes estão localizados em Nagoya, e as alterações locais da produção se refletem em outras regiões.
A Mitsubishi também anunciou a paralisação da produção em suas duas fábricas em Nagoya. As chuvas torrenciais também interromperam o fornecimento de energia aos trens de alta velocidade, obrigando cerca de 50 mil passageiros a dormir nas estações ferroviárias ou no interior dos vagões. O serviço foi reativado ontem à tarde, após uma interrupção recorde de mais de 18 horas.
As autoridades de Nagoya, a 270 km a oeste de Tóquio, ordenaram a desocupação de 140 mil moradias onde vivem 365 mil pessoas. Segundo a polícia, os deslizamentos derrubaram 14 casas, e mais de 12 mil foram inundadas.
Num período de 24 horas, caíram 582 milímetros de chuva em Tokai, perto de Nagoya um recorde que, de acordo os meteorologistas, poderá superar os 800 milímetros em algumas zonas.
As dificuldades poderão crescer ainda mais no Japão com a provável chegada ao país do tufão Saoami que se dirige para a ilha de Kyushu, no extremo sul do país, com ventos de até 145 km por hora.


