Em botes a remo, as equipes de resgate se empenhavam ontem em recolher os moradores da cidade de Nagoya e de áreas vizinhas no centro do Japão, isolados em suas casas pelas inundações provocadas pelas fortes chuvas e deslizamentos que causaram a morte de pelo menos sete pessoas.
Entre os mortos está um bombeiro de 53 anos que caiu num fosso inundado e um homem de 49 anos enterrado sob uma montanha de lodo. Outras cinco pessoas morreram, 41 ficaram feridas e duas estão desparecidas, informou o governo local.
A intensidade das chuvas já alterou o ritmo da atividade econômica no Japão: um porta-voz da Toyota anunciou que a empresa interrompeu sua produção em todo o país – a própria empresa e muitos fabricantes de seus componentes estão localizados em Nagoya, e as alterações locais da produção se refletem em outras regiões.
A Mitsubishi também anunciou a paralisação da produção em suas duas fábricas em Nagoya. As chuvas torrenciais também interromperam o fornecimento de energia aos trens de alta velocidade, obrigando cerca de 50 mil passageiros a dormir nas estações ferroviárias ou no interior dos vagões. O serviço foi reativado ontem à tarde, após uma interrupção recorde de mais de 18 horas.
As autoridades de Nagoya, a 270 km a oeste de Tóquio, ordenaram a desocupação de 140 mil moradias onde vivem 365 mil pessoas. Segundo a polícia, os deslizamentos derrubaram 14 casas, e mais de 12 mil foram inundadas.
Num período de 24 horas, caíram 582 milímetros de chuva em Tokai, perto de Nagoya – um recorde que, de acordo os meteorologistas, poderá superar os 800 milímetros em algumas zonas.
As dificuldades poderão crescer ainda mais no Japão com a provável chegada ao país do tufão Saoami – que se dirige para a ilha de Kyushu, no extremo sul do país, com ventos de até 145 km por hora.

mockup