Choques religiosos na Indonésia matam 48
Associated Press
De Jacarta
Os choques entre católicos e muçulmanos em Ambon, nas ilhas indonésias de Spice, prosseguiram ontem e o número de mortos dos últimos dois dias subiu para 48, segundo informou a agência de notícias Antara.
Os médicos do hospital Al Fatah, em Ambon, disseram que 33 pessoas morreram no setor muçulmanos da cidade após os violentos combates de segunda-feira. E os médicos do setor cristão informaram outras 13 mortes. De acordo com fontes militares, dois soldados também foram mortos.
A principal igreja da cidade, 2.400 quilômetros ao leste de Jacarta, e uma mesquita foram incendiadas logo após o início da nova onda de violência, que começou no domingo depois que um jovem muçulmano de 14 anos foi atropelado por um ônibus conduzido por um cristão.
Várias pessoas foram decapitadas e seus cadáveres foram arrastados pelas ruas por grupos rivais, disse Oren Murphy, um funcionário humanitário norte-americano.
As forças de segurança não pareciam ter condições de controlar a situação e, pelo contrário, eram acusadas pelas duas partes de tomar parte diretamente nos combates.
As Forças Armadas indonésias enviaram um batalhão de 435 soldados, que deveria chegar hoje mesmo a Ambon. Segundo cifras oficiais, pelo menos cerca de 800 pessoas foram assassinadas este ano, vítimas da violência étnica que atingiu o arquipélago das Molucas.
Na província separatista de Aceh, norte da Ilha de Sumatra, três guerrilheiros do movimento Aceh Livre foram mortos quando um grupo de rebeldes atacou uma patrulha militar.





