Um tiroteio ocorreu ontem na Faixa de Gaza, pondo em risco um frágil cessar-fogo, enquanto israelenses – angustiados com uma série de ataques terroristas – estudavam a criação de uma zona de contenção entre eles e os palestinos. Por sua vez, o grupo militante islâmico Hamas divulgou que participará do cessar-fogo proposto pelo líder palestino Yasser Arafat e havia prometido interromper os ataques contra Israel a partir da meia-noite local.
Um comunicado conjunto divulgado pelo Hamas e pelo movimento Fatah, de Arafat, informava que o Estado judeu teria a chance de provar que interrompeu sua política de destruição e assassinatos. O comprometimento do Hamas com o cessar-fogo de Arafat é visto com vital para o sucesso deste. No entanto, outro importante grupo militante palestino, a Jihad Islâmica, não participou do encontro onde o acordo foi anunciado.
Enquanto isso, continuavam os esforços diplomáticos para tentar garantir a implementação do cessar-fogo e o fim de oito meses de uma onda de violência que já causou a morte de centenas de pessoas e paralisou iniciativas de uma década para trazer a paz à Terra Santa.
Dezoito palestinos ficaram feridos no tiroteio em Gaza, quatro deles criticamente, disseram fontes hospitalares. Dois foram baleados na cabeça. Três militares israelenses foram levemente feridos, segundo o Exército. Os dois lados se acusaram mutamente pelo tiroteio que durou três horas.
Testemunhas palestinas relataram que soldados israelenses dispararam mísseis contra um grupo de palestinos que havia se reunido no campo de refugiados de Rafah para observá-los. Atiradores palestinos responderam ao fogo, contaram. ‘‘Isso mostra que o lado israelense violou o cessar-fogo’’, disse Abu Said, porta-voz do Comitê de Resistência Popular, grupo armado em Gaza.

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