Chofer e paparazzi são culpados pela morte de Diana, diz júri
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segunda-feira, 07 de abril de 2008
Folhapress 
São Paulo - Os culpados pela morte da princesa Diana e seu namorado, Dodi al Fayed, foram seu motorista Henri Paul e os paparazzi que perseguiam o casal, decidiu o júri do inquérito público britânico sobre o caso. A decisão, por nove votos a favor e dois contra, saiu ontem após seis meses de audiências com mais de 250 testemunhas.
O veredicto de homicídio por ''negligência crassa'' implica Paul e os fotógrafos, que perseguiam o casal em Paris quando o Mercedes em que estavam bateu no túnel sob a ponte d'Alma, em 1997, bem mais do que duas investigações anteriores.
Em 1999, um tribunal francês culpou o motorista alcoolizado e inocentou os paparazzi. Sete anos depois, um inquérito no Reino Unido determinou que o acidente deveu-se à imprudência de Paul -que também morreu na colisão-, o encalço dos paparazzi e à falta de cinto de segurança do casal.
Desta vez, após quatro dias de deliberações, o presidente do júri declarou no tribunal: ''a batida foi causada por, ou contribuíram para causá-la, a velocidade e a forma de dirigir do chofer do Mercedes e dos veículos que o perseguiam''.
Os príncipes William e Harry agradeceram aos jurados, em um comunicado, e disseram concordar com o veredicto.
Já o pai de Dodi, o empresário egípcio Mohamed al Fayed, para quem o casal foi assassinado pelo serviço secreto a mando da família real porque Diana estaria grávida, disse estar desapontado com a decisão. Mas destacou: ''A coisa mais importante é que foi um assassinato''.
O juiz, lorde Scott Baker, destacou a seriedade do veredicto. Embora a conclusão dê margem para que os fotógrafos sejam acusados, os tribunais britânicos não têm jurisdição sobre fatos ocorridos na França. Na investigação francesa, nove paparazzi enfrentaram acusações de homicídio, mas nenhum foi considerado culpado.
Apesar de não trazer grande reviravolta sobre a morte de Diana e Dodi, o veredicto surpreendeu a muitos que esperavam a confirmação das sentenças anteriores, de que a morte do casal fora um acidente.


