BUENOS AIRES - O presidente francês Jacques Chirac destacou ontem, último dia da visita à Argentina, o processo de integração da União Européia (UE) com o Mercosul, e pediu que os dois blocos estabeleçam uma relação privilegiada entre si. Chirac disse que a assinatura do acordo entre os dois blocos, em 1995, ‘‘foi um feito histórico que agora está sendo posto em prática’’.
‘‘A UE já é o primeiro interlocutor comercial do Mercosul e recebe a quarta parte de suas exportações, enquanto os países-membros do Nafta (Tratado de Livre Comércio) só absorvem 17%. Quanto às importações, o Mercosul recebe mais da metade dos produtos exportados pela UE à América Latina’’, disse.
Chirac não consegue tirar o Brasil da cabeça. A própria imprensa argentina reconhece que essa viagem do presidente francês estava muito mais centrada no Brasil. E Chirac provou isso.
Depois de ter saudado ‘‘os seus amigos brasileiros’’ quando se dirigia à sociedade uruguaia na embaixada da Fraça em Montevidéu, ontem Chirac voltou a ter mais um lapso de memória. Na abertura da entrevista coletiva, agradeceu ao presidente Menem, à imprensa argentina e ‘‘ao prefeito do Rio de Janeiro’’ pela recepção em Buenos Aires.

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