Bruxelas O presidente francês, Jacques Chirac, declarou ontem em Bruxelas que os Estados Unidos e o Reino Unido ''saíram da legalidade internacional'' ao começarem uma guerra no Iraque sem o aval da ONU.
Os chefes de Estado e de governo estabeleceram quinta-feira na cúpula de Bruxelas alguns ''princípios claros'' sobre a guerra do Iraque, especialmente ''o regresso mais rápido possível da legalidade internacional da qual infelizmente saímos com esta guerra declarada sem o aval da ONU'', frisou.
Chirac lembrou que ''será preciso reconstruir'' o Iraque após a guerra e ''para isso só haverá uma instância, a ONU''.
A França por sua vez ''não aceitará'' uma resolução das Nações Unidas que outorgue a administração do Iraque aos Estados Unidos e ao Reino Unido após a guerra''.
Chirac defendeu ''a plena soberania do Iraque'' e assinalou que ''os seus recursos pertencem só ao país''.
Divergências Os líderes da União Européia (UE) não conseguiram esconder suas graves desavenças, provocadas pela crise iraquiana e, apesar de sua vontade de relevá-las por causa da nova situação criada pela guerra, o clima é tenso na cúpula de Bruxelas.
Ao contrário de outros Conselhos Europeus, poucos presidentes se dispuseram a falar na entrada ou na saída das reuniões de quinta-feira e ontem. de manhã. Na véspera, a maioria foi embora depois de uma sessão curta e depois de elaborar, com uma rapidez incomum nas cúpulas, um texto sobre a ajuda humanitária ao Iraque.
Com exceção da tradicional entrevista à imprensa do atual presidente da UE, o primeiro-ministro grego, Costas Simitis, só seu colega belga, Guy Verhofstadt, falou à imprensa.

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