Chinesa admitiu assassinato de britânico
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de agosto de 2012
France Presse 
Hefei - A advogada chinesa Gu Kailai, esposa do ex-dirigente comunista Bo Xilai, admitiu no tribunal o assassinato do empresário britânico Neil Heywood, e atribuiu a atitude a um colapso mental, informa a agência oficial Xinhua.
De acordo com a agência, Gu afirmou no julgamento que envenenou Heywood porque se sentia aterrorizada por ter certeza de que seu filho, Bo Guagua, corria riscos ante as pressões do britânico. Gu disse que ''aceitará e enfrentará serenamente qualquer sentença''.
O julgamento contra Gu constitui o ponto crítico de um grande escândalo que explodiu em março com a destituição e posterior detenção de seu marido, Bo Xilai, até então uma estrela em ascensão no Partido Comunista da China, do qual era líder na cidade de Chongqing, onde aconteceu o crime.
Gu afirmou no julgamento que ''durante aqueles dias em novembro, sofri um colapso mental depois de saber que meu filho estava em perigo''.
No julgamento, um painel examinou o estado mental de Gu, já que a advogada fazia tratamento com medicação especial contra a depressão nos últimos anos.
Heywood, segundo a acusada, havia exigido que Bo Guagua pagasse 13 milhões de libras e ameaçou destruí-lo, em um e-mail. Ao tomar conhecimento da ameaça, disse Gu, ela afirmou que sentiu que ''devia lutar até a morte para conter a loucura de Neil Heywood''.
Gu relatou que convidou Heywood para uma reunião em um quarto de hotel em Chongqing. Depois que o empresário ficou embriagado, a chinesa fez com que ele ingerisse veneno e espalhou pílulas pelo chão, com o objetivo de simular um caso de overdose.
O caso foi revelado meses mais tarde, quando Wang Lijun, chefe de polícia de Chongqing e considerado o braço direito de Bo Xilai, pediu refúgio em um consulado dos Estados Unidos e revelou o crime.
Um auxiliar de Gu, Zhang Xiaojun, admitiu no tribunal que ajudou na execução do assassinato. Quatro chefes de polícia estão sendo julgados por tentativa de ocultar o crime.


