PEQUIM - Enfrentando um dilema, a China pediu tempo ontem às Coreias do Sul e do Norte para decidir que caminho seguirá a fim de encontrar uma saída para o caso Hwang Jang-yop - o ideólogo do comunismo norte-coreano que se asilou quarta-feira no consulado sul-coreano em Pequim.
A Coréia do Sul, grande investidor no país, pede um salvo-conduto para Hwang; a Coréia do Norte, principal aliado político dos chineses na Ásia, quer evitar isso a todo custo.
Os chanceleres chinês, Qien Qichen, e sul-coreano, Yoo Chong-ya, reuniram-se durante uma hora em Cingapura, mas não chegaram a um entendimento. ‘‘Não houve consenso’’, afirmou Yoo.
Os chineses rechaçaram, igualmente, pressões do governo norte-coreano que exige a ‘‘imediata entrega’’ de Hwang, com base num antigo tratado de extradição de desertores firmado entre os dois países.

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