China tenta acalmar a situação
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terça-feira, 18 de fevereiro de 1997
Reuter 
PEQUIM - A China apelava por calma ontem enquanto a Coréia do Sul decretava prontidão militar em meio a temores de que um impasse diplomático sobre a deserção de uma alta autoridade de Pyongyang isolada em Pequim poderia levar a hermética Coréia do Norte a tomar ações extremas.
Entretanto, surgiram sinais de que a Coréia do Norte e seu líder Kim Jong-il podem estar dispostos a desistir da disputa para recobrar o ideólogo Hwang Jang-yop - possivelmente como resultado da mediação de Pequim para pôr fim à crise da Guerra Fria em seu quintal.
Autoridades sul-coreanas disseram que as conversações continuavam com Pequim sobre o destino de Hwang, classificado em 24º lugar na hierarquia de Pyongyang, que há sete dias está atrás dos muros brancos do consulado da Coréia do Sul em Pequim.
Hwang, 74 anos, pode ser o primeiro de uma série de defectores de alto nível a trair sua nação stalinista, perseguida por dois anos de dificuldades, segundo a mídia sul-coreana.
O primeiro-ministro da Coréia do Sul, Lee Soo-sung, ordenou um alerta extraordinário e prontidão militar contra a Coréia do Norte.
Um jornal de Seul publicou que estava de posse de documentos revelando planos de outras autoridades norte-coreanas para fugir.


