São Paulo – Sendo mínimas as esperanças de encontrar sobreviventes, as equipes de resgate prosseguiam nesta ontem as buscas pelos mais de 420 desaparecidos no naufrágio de uma embarcação no rio Yangtze, na China, na última segunda-feira. As autoridades suspeitam que a tragédia tenha sido provocada por um tornado.
No local do acidente, sob uma forte chuva, cerca de 200 mergulhadores trabalham no casco do "Dongfangzhixing" ("Estrela do Oriente"). Eles enfrentam dificuldades como o bloqueio de portas de cabines por mesas e camas. Também há o temor de que as tentativas de abrir o casco do navio liberem o ar que pode manter as pessoas vivas no interior do barco.
"Espero um milagre", disse à AFP, na cidade de Chongqing, o filho de um homem que trabalhava há dez anos no cruzeiro. Dois dias após a tragédia, o balanço de vítimas permanece em 18 mortos, algumas delas encontradas a 50 quilômetros do local do acidente. Foram resgatados 14 sobreviventes.

TORNADO

O navio afundou com 456 passageiros e tripulantes em menos de dois minutos na segunda-feira à noite, depois de ser atingido por uma tempestade. De acordo com a Agência Estatal de Meteorologia, um tornado atingiu brevemente a região do acidente, acompanhado de ventos de mais de 117 km/h e de chuvas de mais de 64 mm em uma hora.
Isso coincide com a versão do capitão e do engenheiro-chefe do cruzeiro, que foram resgatados e afirmaram que o navio foi atingido por um "tornado". Eles foram detidos e estão à disposição dos investigadores.

INSPEÇÃO

Segundo os documentos de uma agência reguladora marítima local, o "Estrela do Oriente" havia sido investigado e apreendido em 2013 pelas autoridades devido a defeitos. O jornal "People’s Daily" havia afirmado que o barco passou nas inspeções das autoridades no mês passado. O último grande acidente do tipo no leste asiático foi o naufrágio de uma balsa na Coreia do Sul no ano passado, que matou 304 pessoas, sendo a maioria adolescentes em uma excursão escolar.

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