Pequim - A China tornou-se, ontem, a terceira economia do mundo, atrás, apenas, do Japão e dos Estados Unidos, depois do anúncio, por Pequim, de um crescimento, em 2007, mais forte que o previsto, o que coloca o país, automaticamente, à frente da Alemanha.
Os números relativos ao desempenho de vários setores foram revistos para mais. Assim, o crescimento da economia da China em 2007 foi de 13%, e não de 11,9% como previamente estimado, confirmou o Escritório Nacional de Estatísticas (BNS), destacando que este percentual é definitivo.
Para o economista-chefe para a Ásia do banco Standard Chartered, Stephen Green, a revisão das estatísticas é confiável, não se tratando de maquiagem - os números divulgados pela China são muitas vezes questionados pelos ocidentais, por ser um país comunista, sem controle transparente das estatísticas.
No entanto, o fato de a China estar, agora, à frente da Alemanha, a preocupação dos técnicos é de que isso não contribua para que investidores voltem de imediato a aplicar dinheiro no país asiático.
A expansão de 13% do PIB chinês é a maior desde 1994 e faz com que a economia totalize US$ 3,5 trilhões em comparação com os US$ 4,4 trilhões do Japão e US$ 13,8 trilhões dos Estados Unidos, em números de 2007.
''Isto mosta que o ritmo da economia nesse ano foi mais forte do que imaginávamos'', declarou à AFP Ren Xianfang, analista da Global Insight. ''Estes dados comprovam que a China ultrapassou a Alemanha'', disse, citando as estimativas do Banco Mundial.
A China já havia se tornado a quarta economia mundial em 2005, com crescimento de 10,4%, ultrapassando, então, a França, o Reino Unido e a Itália.
Pequim deve anunciar na próxima semana, entre outros indicadores importantes, seus dados de crescimento para 2008.
O Banco Mundial já havia advertido que a economia chinesa deveria registrar um crescimento de 7,5% em 2009, o menor nível desde 1990.
No entanto, autoridades e economistas ligados ao governo revelaram que Pequim tem como objetivo para 2009 não deixar que o aumento do PIB desacelere para menos de 8% - expansão mínima necessária para garantir o nível de desemprego do país em 4%.
Com o país arrastado pela crise mundial, milhares de fábricas já fecharam as portas e centenas de milhares de trabalhadores foram demitidos. O governo de Pequim havia anunciado um pacote de US$ 586 bilhões para estimular a economia.
Alemanha
O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 1,3% no ano passado, bem abaixo da expansão de 2,5% obtida em 2007, segundo informou o Escritório Federal de Estatísticas. O resultado, em números ajustados aos preços, foi ligeiramente menor do que previam os economistas, de crescimento de 1,4%.
A Alemanha, maior economia da zona do euro, deve registrar uma contração de 2% a 3% neste ano, segundo as estimativas, o que marcaria o maior declínio do pós-guerra.

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