China se opõe a Kofi Annan
China se opõe a Kofi Annan
A maratona diplomática celebrada na ONU desde a segunda-feira esquentou nesta quarta-feira após a intervenção da China na Assembléia Geral rejeitando firmemente a posição do secretário-geral da organização, Kofi Annan, a favor de ingerências humanitárias. O ministro chinês das Relações Exteriores, Tang Jiaxuan, advertiu as Nações Unidas para o ressurgimento da diplomacia das canhoneiras, reafirmando a oposição da China ao uso da força contra qualquer Estado soberano, mesmo sob o pretexto da defesa dos direitos humanos. A mentalidade da Guerra Fria permanece e a tendência a intervenção militar está no auge, afirmou o chanceler chinês agregando que os direitos humanos são um assunto interno. O discurso do chanceler chinês foi claramente contrário a Annan, que na segunda-feira falou em direitos além das fronteiras, no dia da abertura da Assembléia Geral. Tang disse que uma nova diplomacia das canhoneiras fará estragos. Se a soberania de um país é posta em perigo, não é possível proteger os direitos humanos eficazmente. A controvérsia sobre o direito de ingerência por motivos humanitários tem dividido a Assembléia Geral da ONU.





