China ressalta gravidade de crime cometido por britânico
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
<br> France Presse 
Londres, Reino Unido - A embaixada da China em Londres tratou ontem de justificar a execução de um britânico condenado à morte por tráfico de drogas, mas considerado por sua família como um portador de doença mental, ressaltando a gravidade do crime.
''Akmal Shaikh foi condenado por um grave crime de tráfico de drogas. A quantidade de heroína que ele trouxe à China era de 4.030 gramas, o suficiente para matar 26.800 pessoas e ameaçar várias famílias'', destacou a embaixada em seu site.
''Os direitos de Shaikh foram respeitados'' durante todo o processo que levou à execução de ontem, argumentou a repartição chinesa, frisando que ''a alegada doença mental (de Shaikh) não aparece nos boletins médicos''. ''Vistos foram concedidos a dois primos de Shaikh no dia seguinte ao Natal'', lembrou a embaixada.
A embaixada também recordou o forte ressentimento da população chinesa contra os traficantes de drogas e afirmou que, ''de acordo com uma pesquisa recente na internet, 99% das pessoas entrevistadas apoiaram a decisão do tribunal''. ''As diferenças entre os sistemas judiciários da China e do Reino Unido não deveriam ser um obstáculo à intensificação de nossas relações bilaterais baseadas no respeito mútuo'', concluiu a embaixada.
Akmal Shaikh, 53 anos, foi executado por injeção letal em Urumqi, capital da província de Xinjiang (Noroeste da China), tornando-se o primeiro europeu a sofrer a pena de morte na China em 58 anos.


