China reprime nos 10 anos do massacre
Associated Press
Em uma tentativa de impedir a realização de manifestações para marcar o décimo aniversário do massacre na Praça da Paz Celestial (Tiananmen), em Pequim, a polícia chinesa prendeu ontem mais dissidentes e reforçou a repressão em todo país.
A data não foi citada em nenhum órgãos da imprensa estatal. Mas familiares dos jovens mortos pelo Exército chinês nas manifestações pró-democracia planejaram lembrar o aniversário com cerimônias reservadas, apesar da presença de agentes de segurança à paisana na porta de suas casas.
Ontem, cerca de 50 pessoas, algumas carregando flores brancas em sinal de luto, reuniram-se em um parque da cidade e Hangzou, no leste do país, para relembrar as vítimas, informou o Centro de Informação dos Direitos Humanos e Movimento Democrático na China, com base em Hong Kong.
Na véspera, a polícia de Pequim e das cidades de Hangzou e Jinan, segundo o centro, prendeu seis ativistas que pretendiam organizar celebrações públicas.
Um dos presos foi identificado como Peng Cheng, diretor de uma empreiteira que, recentemente, foi demitido por reunir 190 assinaturas para uma petição exigindo que o governo voltasse atrás nas condenações relativas aos protestos de 1989.
Ao todo, as autoridades interrogaram nos últimos dias quase 100 pessoas e as alertaram para que não tentassem marcar a data. Pelo menos 34 permanecem detidas.
Há dez anos, na noite de 3 de junho, soldados ocuparam a Praça da Paz Celestial para expulsar os ativistas pró-democracia. Era o prenúncio do trágico desfecho para sete semanas de protestos que atraíram um milhão de manifestantes.Polícia prende mais dissidentes e reforça a repressão na tentativa de evitar manifestações no aniversário do massacre de Tiananmen
France PressePrimavera de PequimA Praça da Paz Celestial, palco dos sangrentos acontecimentos da noite de 3 de junho de 1989, que encerrou o protesto de estudantes por democracia. Segundo números oficiais, 300 pessoas morreram





