São Paulo- Casais chineses que perderam suas crianças no terremoto de 12 de maio terão todo apoio oficial para conceber mais um filho caso desejem, anunciou ontem Pequim, em mais uma medida que tenta aplacar a indignação dos pais das vítimas e conter eventuais protestos.
Equipes médicas serão enviadas à região atingida pelo terremoto para reverter a esterilização cirúrgica de casais cujos filhos únicos morreram soterrados ou sofreram sequelas permanentes.
Além da orientação médica e das cirurgias reversivas, os casais terão acesso gratuito a técnicas como a fertilização in vitro, afirma a diretora de ciência e tecnologia da Comissão Nacional de Planejamento Familiar, Zhang Shinkun.
Milhares de alunos foram soterrados em escolas, e seus pais acusam as autoridades chinesas de negligência na construção dos prédios. As investigações sobre as causas dos desabamentos, anunciadas pelo governo central dias após a tragédia, não evitaram que famílias protestassem diante das ruínas de escolas.
As autoridades de Sinchuan, Província mais atingida, estimam que 7.000 crianças filhas únicas tenham morrido. O número de vítimas confirmadas supera 69 mil, e 17.824 pessoas continuam desaparecidas, provavelmente sob escombros.

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