Chenjiashan - Pelo menos 50 pessoas morreram e 116 continuam desaparecidas depois da explosão no domingo em uma mina de carvão no norte da China, segundo um novo balanço divulgado ontem e citado pela agência Xinhua.
Uma autoridade local do Partido Comunista Chinês (PCC) afirmou ontem que não há qualquer esperança de encontrar sobreviventes na mina de Chenjiashan, onde cerca de 150 mineiros ficaram presos no domingo. Um funcionário da mina, Song Zhigang, indicou à Xinhua que apesar de ter sido reparado o sistema de ventilação, centenas de socorristas ainda encontravam dificuldades para chegar à área onde ocorreu a explosão.
As equipes de socorro que regressaram dos túneis informaram ter visto uma fumaça azulada sob a terra. Os especialistas alertaram que uma camada de carvão pode estar em chamas. ''Não existe nenhuma possibilidade de sobrevivência, nem sequer de 1%'', declarou Yan Mangxue, secretário do PCC no povoado de Yaoyu, cidade de 14 dos trabalhadores presos.
Caso a informação de Yan venha a ser confirmada, a explosão desta mina seria a pior em 13 anos na China. Yan acrescentou que obteve as informações depois de uma reunião das autoridades dos governos locais e da mina, realizada na noite de domingo.
A explosão de gás ocorreu na manhã de domingo na mina da província de Shaanchi, perto da cidade Tongchuan (norte), quando 293 pessoas trabalhavam no local. ''Uma intoxicação com gás doméstico faria uma pessoa morrer em menos de meia hora. Dentro da mina, sem ventilação, o efeito é muito mais rápido e pode durar apenas cinco minutos'', acrescentou Yan.
Vários mineiros que subiram à superfície depois da explosão foram afetados por uma intoxicação com monóxido de carbono. ''Os mineiros estão presos desde domingo, por isso não há nenhuma esperança'', insistiu. ''Muitos deles sofreram graves queimaduras no rosto e em várias partes do corpo'', contou um mineiro que escapou da tragédia, pedindo anonimato.

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